Cada um ficava em um canto e tinha impressões distintas. Todos diferentes, o modo de se vestir e de enxergar a vida, complementares porque acrescentam de forma particular. A alegria, a ironia, a realidade e o sonho. Cada um com um ideal e um ponto de partida diferente.
Foi quando a realidade apareceu no prédio do café com a ideia de um blog para escrever coisas mais literárias, sem os moldes que as nossas aulas apresentam, sem os pensamentos que se impõe em provas. Pela ironia, foi aceita.
O sonho, às vezes inseguro (sem motivo), encontrou o melhor nome e brincou de colorir com um layout claro. Por acaso, e sem nenhum precedente, chamou-se a alegria, falando com as mãos, sorrindo com os olhos, contando piadas (ruins) e fazendo amizade com o lixo para fazer dele, apoio para câmara.
São quase dois anos e meio, muita coisa aconteceu e outras tantas, mudaram. Alegria, ironia, realidade e sonho são sempre preciosos nos dias caóticos dessa cidade.
A realidade mostrou que é forte, que sabe usar a razão, que tem um coração do tamanho do mundo, e não é seletiva e sim, observadora. Conhece os defeitos e as qualidades das pessoas. Mostrou que é uma das melhores ouvintes que alguém pode querer, sabe dar broncas e não magoar, ajudou a notar que sempre existem dois lados e, sem querer, fez entender que o essencial é acabar com maus entendidos. É preciso ouvir, mesmo quando a vontade é pedir que suma, é preciso não julgar, embora existam tantos julgamentos pela vida.
A alegria esteve longe nos últimos tempos. Me afastei, se afastou, nos afastamos. Mesmo não estando sempre ali, aparece quando a corda quase arrebenta, uma frase certa, uma bronca ou um "isso vai passar", ilumina novos dias e transforma os antigos, em lembranças. Talvez tenha sido com a alegria que tive maiores brigas. Discussões gigantescas e farpas trocadas. Muitas coisas ditas e outras tantas, omitidas. Tantas coisas que não adianta explicar, é melhor guardar, melhor deixar. Usar o tempo, meu companheiro intolerante, aquele que despreza quem tem medo de sentir o que é, passar, porque alegria é um sentimento e não merece desprezo. Afinal, é com alegria que equilibro a inconstância e sorrio sempre que não sei o que dizer.
O sonho... Ele me faz sorrir por ser tão garoto, agora sem um pouco da insegurança, parece ter notado que todos precisam sonhar, que a sua presença não é indiferente, que os seus olhos são especiais, porque são verdadeiros. Mostrou que é preciso lutar para chegar a algum lugar, mesmo que não tenhamos certeza de onde, faz a ironia rir de si, porque fala para ela como as piadas acontecem o tempo inteiro. Ouve, fala, ajuda e principalmente sonha. É um adulto com a doçura de uma criança que cresceu dentro do seu tempo. E sabe sempre como fazer as lágrimas cessaram dentro de um abraço. Aliás, o que seria da vida sem os sonhos?
E a ironia, pode ser muito inconveniente, displicente, indiferente. A ironia pode ser só uma forma de se guardar. Se veste de comentários sarcásticos para se proteger enquanto não sabe como trocar. A ironia... não consegue se definir.
Para mim, sem a realidade, a alegria e o sonho; hoje, a vida teria menos sentido.

ps. o título é piada velha, e bota velha nisso, precisamos de fatos novos, ficadica!
ps²: o texto é um jeito de agradecer um dos presentes mais fodas que ganhei na vida =]






